1.9.04

a Sociologia pode nos ajudar nas nossas decisões diárias ou ela é somente uma teoria interessante?

Giddens (1999) responde que a Sociologia é um assunto com implicações práticas importantes para nossa vida visto que ela pode contribuir para uma crítica social, uma reforma da prática social, de diversas formas:

- ela melhora os conhecimentos relativos às circunstâncias sociais em que estamos envolvidos e possibilita maiores chances de controlarmos os problemas vinculados a essas circunstâncias.

-  ela possibilita o aumento da sensibilidade cultural, permitindo a construção de políticas baseadas em valores culturais divergentes.

- A partir da Sociologia nós podemos investigar as conseqüências intencionais ou não de adoção de certos programas políticos particulares. A pesquisa sociológica fornece uma ajuda prática no assessoramento de iniciativas políticas.

- O mais importante, a Sociologia propicia um clareamento dela mesma que permite a grupos e indivíduos compreenderem e alterarem suas próprias condições de vida. No mais, sabendo sobre o porque nós agimos e como nós fazemos certas coisas em sociedade, provavelmente nós seremos capazes de influenciar nosso próprio futuro.
Revista Brasileira de Ciências Sociais - Florestan: Sociologia e consciência social no Brasil: "Somos governados pelos mortos, como diziam os positivistas, ou somos o país do futuro? Oscilamos entre um passado a posteriori considerado como a 'idade de ouro' e um futuro onde nossos sonhos se realizarão? Cada geração parece refundar sua temporalidade e nesse processo precisa demarcar suas diferenças com as perspectivas da geração anterior. Foi assim com os cientificistas e naturalistas que romperam com o romantismo do século XIX; com os modernistas que criticaram os parnasianos e regionalistas do início do século; com os cientistas sociais que recusaram o conhecimento da sociedade brasileira produzido pelos ensaístas. Por que, então, voltar hoje aos anos 50? Porque na década de 50 foram estabelecidas as bases econômicas, políticas e sociais para a modernização do Brasil; foi construída a expectativa de que a aceleração do tempo histórico seria conseguida; foi desenhada a esperança de se alcançar a isonomia entre as culturas, de sermos iguais às nações centrais. Nos anos 50, já foi dito, 'ser distinto' significava ser inferior e estar excluído do banquete civilizatório."
Eduardo Coutinho: "Eduardo Coutinho, um dos mais importantes nomes do documentário brasileiro, teve uma formação que passou pelo cinema, teatro e jornalismo, tendo inclusive cursado a faculdade de Direito em SP. Seu trabalho é caracterizado pela profundidade e sensibilidade com que aborda problemas e aspirações da grande maioria marginalizada, seja em favelas, no sertão ou na boca do lixo. Político, sem ser panfletário, traz a emoção humana sem sentimentalismo nem truques. Apenas expõe a realidade com um olhar atento e compreensivo, dando a voz (ao invés de manipular) e concedendo, na montagem, o tempo necessário em cada plano para que a verdade das 'personagens' possa se desvelar para a lente."
"CABRA MARCADO PARA MORRER" - UM FILME QUE FAZ HISTÓRIA : "Esse trabalho pretende fazer uma análise fílmica de 'Cabra Marcado para Morrer', de Eduardo Coutinho, e o que se pretende é investigar como se organizou a narrativa partindo do pressuposto de que ela é sempre reveladora dos mecanismos de composição, de significação, de ambiguidade e coerências ao longo de um filme.
"
Anistia indeniza viúva de líder camponês do filme Cabra Marcado para
Morrer
: "Brasília, 11/04/03 (MJ) –  - O presidente da Comissão de Anistia, Marcello Lavenére, julgou nesta quinta-feira (10/04), o processo de anistia de Elizabeth Altina Teixeira, viúva de um dos mais importantes líderes da Liga Camponesa de Sapé (PB), João Pedro Teixeira. O pedido de reparação econômica foi aprovado por unanimidade pelos conselheiros. Elizabeth vai receber indenização em prestação única no valor de 480 salários mínimos."

31.8.04

Folha de S.Paulo - Palestra: Sociólogo alemão critica ilusões da esquerda - 31/08/2004

Inspirado nas teses de Karl Marx (1818-1883), Kurz faz uma crítica radical ao que chama de sociedade fetichista, em que categorias como trabalho abstrato, política, democracia, mercado e nação, que servem de base de sustentação ao capitalismo, se convertem em noções tidas como naturais, como fenômenos intrínsecos ao próprio existir do homem.
Para o sociólogo, todas essas categorias não passam de construções da sociedade liberal e já estão caindo por terra, uma a uma, com a atual crise do capitalismo, que atravessa sua terceira Revolução Industrial, fenômeno causado pela ascensão da microinformática, que provocou um desemprego crescente: um grande volume de pessoas passou a ser tido como supérfluo e não há perspectiva de um novo acúmulo de produção, num processo irreversível.